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A política pública de Assistência Técnica e Extensão Rural tem papel fundamental na promoção do desenvolvimento rural sustentável para a agricultura familiar. Além de promover o desenvolvimento das famílias, com adoção de ações voltadas à organização dos agricultores, à gestão de processos participativos, foco nos pequenos produtores e preocupação ambiental, o serviço público de ATER contribui diretamente para a redução da fome e o direito humano à alimentação adequada.

Como política pública tão importante ao desenvolvimento da agricultura familiar, que responde por expressiva parcela da produção dos alimentos no País, a expectativa das emateres e das instituições que representam seus trabalhadores, com a criação da Anater, era de que a Agência representasse uma importante conquista para a consolidação das políticas de ATER no Brasil, destinando recursos ao serviço de ATER público e oficial do país. No entanto, gestores se distanciaram dos objetivos iniciais e seguem na contramão de promover uma ATER pública de qualidade, garantindo à Agencia, caráter mutável de sua finalidade, deixando claro a completa falta de uma política pública consistente voltada à agricultura familiar.

A Agência segue a mesma lógica nefasta das privatizações, de valorizar o privado, em detrimento do bem público. Na contramão do seu objetivo, acena a entidades privadas, atendendo a interesses do capital, enquanto as emateres sofrem com a falta de financiamento de seu serviço de extensão rural público e gratuito. Exemplo disso, é a recente parceria firmada com o Instituto Fórum do Futuro, uma entidade independente, para implantação do projeto Biomas Tropicais.

Enquanto isso, a Emater-MG segue com corte no orçamento, falta de mão de obra e sendo refém de convênios municipais. Emateres de outros estados também passam por falta de recursos humanos, com poucos profissionais na área de extensão rural, e falta de apoio dos governos aos pequenos produtores e ao desenvolvimento rural sustentável, inclusive com algumas empresas já sendo extintas.

O SINTER-MG defende os trabalhadores da ATER pública e reconhece a importância do trabalho da extensão rural como política pública em defesa da Agricultura Familiar e do desenvolvimento rural sustentável. Precisamos combater este tipo de ação que tem por consequência a precarização dos serviços públicos no país. Não podemos permitir que promovam o sucateamento das empresas públicas de extensão rural, pois o fim dessas Empresas só interessa a quem pode lucrar muito com o serviço de ATER.

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