Descaso

A relação da atual diretoria da Emater com o Sindicato, tem sido de falta de diálogo e recusas em atender as demandas sobre os direitos legítimos dos trabalhadores. A expectativa com uma diretoria composta por trabalhadores do quadro da Empresa, era de diálogo aberto e negociações justas para trabalhadores e Empresa, mas é preocupante para a categoria que, seguindo a linha do governo estadual, há a falta de compromisso da atual diretoria com aqueles que fazem da Emater uma grande Empresa, agindo como se a Empresa não fosse seus trabalhadores.

Um dos pontos mais críticos é o descaso em relação às negociações coletivas. A pauta de negociações foi entregue à Empresa em abril e, mesmo após intensa cobrança do Sindicato, a Empresa se nega a abrir as negociações coletivas de 2020, alegando ser necessário aguardar a conclusão do dissídio coletivo, sendo que uma não depende da outra. A política adotada pela diretoria é de congelamento de salários e desvalorização dos trabalhadores da extensão  rural, penalizando aqueles que cumprem exaustivas metas e entregam resultados cada dia melhores para a sociedade.

Em setembro, o SINTER-MG solicitou à Empresa transparência do quadro de vagas, com disponibilização do mesmo na intranet. A solicitação não foi negada, e foi informado que o controle das vagas fica a cargo da Empresa, o que gera dificuldades e falta de clareza aos trabalhadores que têm interesse em se transferir. Essa foi só mais uma das solicitações do Sindicato, que vêm sendo negadas reiteradamente, como ocorreu com a construção do PDV, que conforme acordado em negociações coletivas, seria construído com o Sindicato, mas já chegou pronto… e diversas outras pautas, que vem sendo conduzidas de forma unilateral, sem a participação dos trabalhadores.

(Confira a resposta da Empresa para o pedido de transparência no quadro de vagas).

A postura negligente da diretoria é grave, principalmente em um cenário já tão árduo, que gera tantas incertezas para a classe trabalhadora. A postura de intransigência está massacrando e desrespeitando direitos. A diretoria se importa com a “casa” e não com aqueles que nela trabalham e contribuem diariamente com o serviço de extensão rural.

O que o SINTER, legítimo representante dos trabalhadores cobra da Empresa é diálogo verdadeiro e gestão democrática, pois, até o momento, os extensionistas não tem, sequer, sido ouvidos em suas reivindicações.

Seguiremos atuando na luta por nossos direitos. É fundamental que os trabalhadores participem de todas as ações propostas pelo Sindicato, pois somente com mobilização e união conseguiremos avançar.

Juntos somos mais fortes!

 

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