banner

Agricultores familiares respondem por 34% da produção nacional; em todo o mundo, 2,4 bilhões de pessoas consomem arroz

Segundo informação divulgada pela Associação Brasileira da Indústria do Arroz, a Abiarroz, o que mais impactou a subida abrupta no preço do grão foi a pressão do mercado internacional por causa da pandemia. Segundo a nota, “observou-se, desde a declaração de calamidade pública pela OMS em março, um aumento significativo na demanda do mercado externo, o que, somado à restrição de oferta por alguns países exportadores, com vistas a assegurar o abastecimento interno, ocasionou a forte valorização do grão”.

Mais uma vez a segurança alimentar do país ficou nas mãos dos agricultores familiares, não só no caso do arroz, mas em praticamente todas as culturas hortifrutigranjeiras.

Surgido no sudeste da Ásia, o arroz é um dos queridinhos nas refeições do povo brasileiro e uma das principais fontes de carboidrato. Assim como ocorre no continente asiático, e em todo o planeta, o arroz é um dos produtos mais importantes na economia agrícola brasileira. E a agricultura familiar tem um papel de destaque, respondendo por 34% da produção nacional.

O consumo de arroz nos países da América do Sul é bastante expressivo. Um dos aspectos dessa preferência alimentar provavelmente esteja na carência econômica de grande parte da população, tendo em vista seu valor de mercado mais acessível que o de outros alimentos. É uma cultura que apresenta ampla adaptabilidade a diferentes condições de solo e clima. Também por isso, apresenta grande potencial para o combate à fome no mundo.

Agricultores familiares produzem arroz mais rico em nutrientes

Na agricultura familiar, os sistemas de produção de arroz variam do tradicional, que permite o uso de insumos de qualquer natureza (sintéticos ou naturais), ao de transição de base ecológica, que indica a redução ou eliminação de insumos sintéticos, visando um produto mais rico em nutrientes e cultivado de forma sustentável. Os sistemas de produção com base agroecológica adotados em propriedades de pequenos agricultores são uma atividade econômica com elevado potencial de geração de emprego e renda.

Em tempos de pandemia, crise econômica e ameaça de inflação dos alimentos, a agricultura familiar tem correspondido com muito trabalho e produzindo ainda mais alimentos, diminuindo o impacto maior dos preços no mercado interno. Este papel os agricultores familiares brasileiros sabem muito bem como desempenhar.

Fonte: Conafer

Newsletters

Cadastre seu email para receber notícias