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O SINTER-MG participou na terça-feira, 16/4, da primeira reunião do Coletivo de Sindicalistas das Estatais contra as privatizações, na Escola Sindical 7 de Outubro. Participaram pelo SINTER-MG, o diretor de Formação Política e Sindical, Ronaldo Aquino, a representante sindical de Unaí, Dalila Cunha, e o representante sindical de Governador Valadares, Wildes Vilarino, levando a contribuição do Sindicato na construção da unidade de resistência às privatizações. Neste primeiro encontro participaram ainda representantes do Sindieletro, Sindágua, SINDSEP e Sindicato dos Bancários, sob mediação de Emanoel Sobrinho, educador da Escola Sindical.

O Coletivo foi criado com o objetivo de lutar contra a entrega de empresas públicas, privatizando e tornando o atendimento de necessidades básicas e de desenvolvimento do País, em “produtos”, altamente rentáveis para empresas privadas. A grande crítica dos presentes às privatizações é de que sistemas privados estão focados em gerar lucro para poucos, sem obrigação de assistir e garantir condições dignas de vida à população, negando o direito de todos a um serviço público que promova o bem estar social.

O ex-coordenador geral do Sinttel-MG, Pedro Jaime Ziller de Araújo, em conversa com os participantes do Coletivo, reforçou a necessidade de organização e união da classe trabalhadora para garantir o enfrentamento ao projeto de implantação do neoliberalismo que está colocado. Pedro Jaime pontua ainda, que mais que resistir, trabalhadores precisam reagir, nas ruas, no parlamento, na Justiça e destaca a Comunicação e a Formação de trabalhadores e sociedade, como um instrumento de luta, que fará a diferença no enfrentamento, de forma conjunta, às ofensivas do capital.

A atuação do Coletivo já começou com membros do SINDSEP-MG, SINDIELETRO-MG, SINTER-MG e Escola Sindical 7 de Outubro se juntando a membros do SINDPETRO-MG em mobilização na portaria da Refinaria Gabriel Passos (REGAP), em Betim, construindo na prática a solidariedade contra as privatizações no setor petrolífero brasileiro, após anúncio do governo Bolsonaro, de que pretende vender metade das 13 refinarias que fazem parte do portfólio da Petrobras. Os petroleiros não estão sozinhos nessa luta.

O que as privatizações significam na prática?

As necessidades públicas e coletivas devem sempre se sobrepor a interesses individuais e corporativistas. As privatizações, ao contrário do que é que pregado, geram prejuízos à população, a exemplo da Vale, privatizada no governo de Fernando Henrique Cardoso e, hoje responsável por 2 dos principais crimes sócio ambientais e trabalhistas que se tem registro no país, em Mariana e Brumadinho.

Exemplos negativos não faltam: as privatizações no setor energético, que tiraram o país de uma das tarifas mais baixas do mundo, levando-o para uma das mais altas; o grande número de privatização no transporte público, sem melhoria na qualidade do serviço prestado, e imposição à população de reajustes de tarifas que sobem o dobro da inflação; a entrega dos nossos bens naturais, pondo em risco nossa soberania sobre a água, a terra, a biodiversidade; sem contar o sucateamento enfrentado pelo nosso sistema Único de Saúde (SUS), público, que não tem motivação por lucros, para dar oportunidade ao crescimento de empresas de saúde privadas, que têm custos exorbitantes, um verdadeiro negócio, mas não para o povo.

E, mais recentemente, tem-se a nefasta proposta da Reforma da Previdência, que pretende implantar o sistema de capitalização, em que trabalhadores fazem contribuições e depósitos em contas individuais, administradas por instituições financeiras privadas.

Empresas privatizadas não investem no País e não se preocupam com a qualidades dos seus serviços, deixando a população à sua mercê. O objetivo principal é sempre o lucro, não importando as desigualdades sociais. Portanto, vender patrimônio do Estado é vender patrimônio do povo brasileiro, e isso não funciona!

Confira na próxima matéria sobre o Coletivo, quais são as Empresas que estes trabalhadores representam e a importância de cada uma para a prestação de um serviço público e quais as perdas com as privatizações…

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Com informações da Escola Sindical 7 de Outubro

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