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O SINTER-MG participou dos dias 7 a 10 de outubro do Congresso Nacional da Central Única dos trabalhadores, que aconteceu na cidade de Praia Grande, litoral de São Paulo. O evento teve como tema “Sindicatos fortes, direitos, soberania e democracia”. Dentre os assuntos debatidos, a reforma da estrutura sindical, representatividade sindical para trabalhadores na informalidade, feminismo e a participação das mulheres. Os temas discutidos foram pensados de modo a fortalecer a luta contra a política neoliberal que aprovou a reforma trabalhista e que agora no governo Bolsonaro quer aprovar a reforma da previdência, sindical e privatizações. Tais reformas tem vindo sempre para retirar direitos dos trabalhadores, nunca para aumentar direitos.

Rubem de Almeida, diretor de Formação Política e Sindical do SINTER-MG, foi delegado no Congresso e destaca a importância do debate sobre a reforma da estrutura sindical, contribuindo para sindicatos mais fortes e a união na luta por direitos coletivos, independente da categoria sindical. “Não defendemos uma sociedade de trabalhadores informais, é necessário luta conjunta para apoiar a inclusão desses trabalhadores no rol de direitos, a exemplo da conquista da aposentadoria pelos trabalhadores rurais na constituição de 1988.  É notável também os ganhos com a participação das mulheres na luta sindical, que é uma necessidade natural do contexto atual. O momento nos traz muita preocupação com a atuação dos sindicatos e seus dirigentes e o SINTER-MG tem muito a contribuir em uma nova formatação sindical, mais combativa, que enfrente todos os desafios que estão sendo colocados”, avalia Rubem.

Na avaliação de Rafael Freire, da Confederação Sindical de Trabalhadores da América (CSA) há necessidade de se reinventar a estrutura sindical, ao que denominou de “autoreforma” no intuito de prevenir crises futuras na organização dos trabalhadores. Para Rafael, é necessário cuidar da estrutura que construímos e reconstruir a confiança entre os diferentes sindicatos, focando no que nos une.

Para os que defendem uma luta apenas para os trabalhadores que estão na formalidade, Luciana Itikawa da Organização Internacional, Women in Informal Employment: Globalizing and Organizing” (Wiego), que em tradução para o português significa “Mulheres no Emprego Informal: Globalizando e Organizando”, ela cita a frase de ariano Suassuna “dignidade não se negocia”.  Luciana reforça que não podemos legitimar a sociedade da informalidade, que é importante a luta conjunta, mas que no cenário que vivemos, o trabalho formal por si só já não garante direitos aos trabalhadores.

O presidente da CUT Brasil, Wagner Freitas, disse que o sindicato precisa ser mais amplo do que somente a luta dos trabalhadores formais, precisa lutar e representar a sociedade como um todo e para que isso aconteça, precisamos trilhar o caminho da luta coletiva, pelo bem da classe trabalhadora. Precisamos ter claro que o nosso campo de disputa é um projeto de nação.

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